Enquanto nossos amigos passavam por estranhos adventos e situações, eu e Elisa estavamos procurando Clarissa, que possivelmente teria gritado.
Aproveitei a chance para tentar me desculpar com Elisa, já que ficamos um pouco afastados depois do último episódio:
- Elisa?
- Hã?
- Eu não queria...
- Não quero falar mais sobre aquilo.
- Mas porque?
- Você ainda pergunta?
- O quê que eu fiz?
- Você nunca vai entender...
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Num raio de 3 quarteirões de onde estávamos, a figura assassina perambulava entre esquinas e becos, procurando por algo.
Não sabiamos nem quem ou o que era ele, muito menos o que estava procurando, aliás, não sabiamos nem que estava procurando algo e ainda que estava tão perto.
Não sabiamos nada, mas sabiamos que tinha algo lá, escondido na noite, espreitando, observando e aguardando. Aguardando um momento de distração ou de fraqueza...
Apenas esperando.
Eu estava andando com Elisa por ruas que não conheciamos, mas ainda assim, tinhamos que procurar Clarissa, que estava desaparecida, mas em algum lugar.
Avistamos ao longe uma forma escura se movimentando rápido no fim da rua, olhando com mais atenção, ela havia parado em frente uma casa, que era grande, amarela e com muitas janelas, era uma casa de muitos quartos.Depois de vermos a figura resolvemos ver se poderia nos ajudar, mas havia uma problema, ela havia entrado na casa.
- Vamos atrás dele? - perguntei.
- Eu acho melhor não. - respondeu Elisa.
- Mas e se ele puder nos ajudar? Foi a primeira pessoa que vimos em 3 horas!
- Eu não acho uma boa idéia, mas se você realmente quiser ir... Vamos.
Andamos até a casa para ver se conseguiamos encontrar a pessoa que avistamos, paramos em frente e alí ficamos. Me passou pela cabeça muito rapidamente que poderia ser Roberto, ou Paulo, mas eu desisti da ideia assim que entrou na casa.
- E ai? não vai entrar? - perguntou Elisa.
- Eh... Bem... Eu...
- Vamos ou não vamos? - insistiu.
- Vamos. - respondi.
Adentramos a casa, era bem velha e escura, tinha algumas armações nas paredes que pareciam ser de quadros, mas os fiapos de tela que haviam nelas dizia claramente que foram roubadas ou retiradas dalí. O corredor era estreito e terminava no pé de uma escada velha e mofada com um armário embaixo, a parede era comberta por um papel verde claro adornado com algumas flores azuis, não tocávamos em nada, apenas andamos por entre os objetos sem fazer nenhum ruído, já que não sabiamos quem era aquela pessoa.Andamos no térreo da casa até que ouvimos o barulho de algo sendo arrastado no andar de cima, bem onde nós estávamos. Minha vontade era de saber o que era aquele barulho, mas não podia deixar Elisa sozinha então tentei convencê-la a vir comigo:
- Elisa, eu vou ver o que houve lá emcima, você vem? - perguntei.
- Não, vai você, eu espero lá fora, não quero esperar aqui dentro. - respondeu Elisa.
- Certo... Tome cuidado. - insisti.
- Eu sempre tomo. - retrucou Elisa.
- Eu sei, mas eu me preocupo com você. - desabafei
- Ah... Eu...- Estou indo. - finalizando a nossa breve conversa.
Elisa saía andando pelo corredor seguindo em direção à porta enquanto eu estava subindo vagarosamente pela escada, estava com medo da escada ruír com o mofo de anos, mas mesmo assim continuei subindo cuidadosamente.Chegando ao segundo andar, notei que o papel das paredes estavam borrados com um tom de vermelho escuro, como se algo tivesse estourado alí, varios quartos haviam na casa, não quanto ao andar de baixo, mas o de cima deveria ter uns 5 ou 6 quartos, mas o quarto que me chamou atenção do andar de baixo era o do fim do corredor, do lado oposto do topo da escada.
O que teria sido aquele barulho que ouvi lá debaixo, vindos do quarto no final do corredor do piso superior?
Avançei um metros, dois, alcançei o terceiro e, quando estava para me aproximar da porta do quarto, um medo, que eu jamais sentira, percorreu minhas costas e a maçaneta em forma de L tremeu, em seguida girou uns 45º. Num rápido, mas silencioso, inpulso, corri para a porta aberta mais próxima, era um armário velho e empoeirado. Me escondi na escuridão, olhando atentamente para o corredor esperando o que quer que fosse aparecer diante dos meus olhos.
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