- Ora essa seu canalha!
- Como ousa?
- Ouso o que quiser e não finja que o que fez foi melhor do que fiz.
- E o que eu fiz?
- Matou o prefeito, ou já esqueceu?
- E você?
- Escondi a filha dele.

- Que acabou sendo assassinada!
- Mas não sabem quem a matou!
- Eu te digo quem foi, fui eu, eu a matei porque ela sabia dos planos do pai e isso me daria muitos problemas.
- Foi você, maldito?
- Sim, e agora nada podera impedir o retorno do Deus das Trevas e que toda essa vila desapareça com esses crentes desgraçados e abandonados por Deus. Que se inicie o Fim!!!
E abaixam-se as cortinas.
Elisa observara tudo em silêncio, não conseguia se quer se comportar em uma situação como a que estava vivenciando.
Um grupo de crianças passou por ela, uma das crianças a fitava, como se soubesse que ela estava lá. Então a criança perguntou:
- Quem é você?
Elisa que ia responder fora interrompida.
- Eu sou o ator que fazia Demheos.
- Qual era o Demheos?
- O malvado.
- Ah...você não parece ser malvado.
- E não sou, até mais garoto.
Elisa não havia notado, mas no segundo andar no lado oposto havia um homem. Um homem, obsvervando. A cena se dissipa e agora o homem esta de frente ao grupo de crianças e diz:
- Olá crianças. - disse o homem
- Olá Senhor. - responderam as crianças.
- Quem é você? - perguntou uma delas.
- Eu sou seu guia de hoje pelo museu do teatro, meu nome é Raul Rissot. - disse o homem.
Mais uma vez a cena transformou-se e uma nova apareceu. Desta vez o teatro estava pegando fogo e as crianças não conseguiam fugir. O homem que se dizia chamar Raul Rissot estava no segundo andar, observando e sorrindo, ouvindo os gritos de agonia que iam diminuindo com o tempo.

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