sábado, 7 de fevereiro de 2009

15 de Outubro Parte 6

Estava muito claro, estava o suficiente para fazer com que Elisa não conseguisse enchergar nada, mas aos poucos, seus olhos se acostumavam à luz e tudo ficou mais nítido. Ela tentou chamar meu nome, mas não conseguia, seus lábios se mechiam mas sua voz não saia. Desesperada, ela olha para todos os lados, procurando um rosto amigo, em vão. Notara que estava em um teatro, era grande, tinha dois andares. Ao fundo ouvia-se o som de algumas pessoas falando, parecia um diálogo, uma encenação:

- Ora essa seu canalha!
- Como ousa?
- Ouso o que quiser e não finja que o que fez foi melhor do que fiz.
- E o que eu fiz?
- Matou o prefeito, ou já esqueceu?
- E você?
- Escondi a filha dele.
- Que acabou sendo assassinada!
- Mas não sabem quem a matou!
- Eu te digo quem foi, fui eu, eu a matei porque ela sabia dos planos do pai e isso me daria muitos problemas.
- Foi você, maldito?
- Sim, e agora nada podera impedir o retorno do Deus das Trevas e que toda essa vila desapareça com esses crentes desgraçados e abandonados por Deus. Que se inicie o Fim!!!

E abaixam-se as cortinas.

Elisa observara tudo em silêncio, não conseguia se quer se comportar em uma situação como a que estava vivenciando.
Um grupo de crianças passou por ela, uma das crianças a fitava, como se soubesse que ela estava lá. Então a criança perguntou:

- Quem é você?

Elisa que ia responder fora interrompida.

- Eu sou o ator que fazia Demheos.
- Qual era o Demheos?
- O malvado.
- Ah...você não parece ser malvado.
- E não sou, até mais garoto.

Elisa não havia notado, mas no segundo andar no lado oposto havia um homem. Um homem, obsvervando. A cena se dissipa e agora o homem esta de frente ao grupo de crianças e diz:

- Olá crianças. - disse o homem
- Olá Senhor. - responderam as crianças.
- Quem é você? - perguntou uma delas.
- Eu sou seu guia de hoje pelo museu do teatro, meu nome é Raul Rissot. - disse o homem.

Mais uma vez a cena transformou-se e uma nova apareceu. Desta vez o teatro estava pegando fogo e as crianças não conseguiam fugir. O homem que se dizia chamar Raul Rissot estava no segundo andar, observando e sorrindo, ouvindo os gritos de agonia que iam diminuindo com o tempo.

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