Paulo achava que se Roberto não encontrasse nada ele deveria voltar por onde veio e esperar no ponto de partida, mas obviamente, não foi o que Roberto fez.
Não muito longe dali, Roberto estava ainda procurando por um mecânico, ou alguem que pudesse ajudar a rebocar o carro.
- Mas que coisa, nada aberto, nem mesmo um borracheiro...
Momentos mais tarde, Roberto notou que as luzes por onde vinha passando estavam diminuindo, estava ficando tão escuro que mal conseguiria ver se tinha qualquer coisa na sua frente.

Primeiro, penumbra e algo que Roberto não sabia explicar se realmente via.
No fim da rua, não estava claro, mas havia uma forma escura, longe, mas notável, percebia-se uma forma redonda e pálida sob algo que poderia ser um capuz ou longos cabelos negros. Roberto não saberia dizer se o vulto teria pernas ou braços, mas ele tinha certeza, de que de longe a criatura o avistara e o fitava. Ele sentia os olhos daquilo o encarando e um medo irracional o tomou, congelando-o. E então, escuridão total.
Paulo olhava seu relógio constantemente, ja que ele tinha um pouco menos de uma hora pra estar de volta, nervoso e impaciente, até que resolveu sair a procura de Roberto. Tentou lembrar pra que lado Roberto havia ido, mas foi em vão, não havia prestado atenção a isso naquela hora, então resolveu estender uma busca por cinco quarteirões, combrindo uma área igual nas direções Norte, Sul, Leste e Oeste, uma área de dez quarteirões quadrados e partiu.
Enquanto isso, Eu, Elisa e Clarissa estávamos sentado na sarjeta esperando que Paulo e Roberto voltassem. Clarissa estava tentando fazer seu telefone funcionar, mas parecia que nada o faria sair de seu status anterior. Elisa estava pensando em como ela pôde esquecer de Roberto e "isso nunca deveria ter acontecido", "como pudemos esquecê-lo", entre outras frases sem resposta aparente. Estava tentando acalmá-la, mas parecia que nada a tirava de seu acesso depressivo momentâneo.
O Frio era terrível... E estava bem escuro, mas como estávamos encostados uns nos outros não percebemos sua ação.
Gosto muito de Elisa, mas ela é uma pessoa muito centrada em seus deveres e valores para notar qualquer uma de minhas aproximações, pois bem, aproveitei essa chance para me aproximar dela no sentido de deixar claro que ela poderia se sentir apoiada por mim em qualquer situação, se ela sentisse ser necessário.
- Ah! Obrigado Fernando. - suspirou Elisa quase chorando de agonia.
[ Eu não cheguei a dizer, que eu, o Narrador me chamo Fernando não é? Bom esta será a última apresentação deste conto referente ao grupo]
- Alcalme-se, nervosa você não pensa direito. - disse tentando confortá-la.
- Está certo, tenho que me acalmar. - reestabelecendo-se Elisa.
- Onde já se viu uma mulher forte como você chorando por pouca coisa, logo logo o problema irá se resolver, eu prometo. - disse abraçando-a com força.
Longe dalí, Roberto corria desesperadamente ouvindo um som de rastejo bem atrás de sua nuca quase como um zumbido em sua orelha.
Não tinha coragem de olhar pra trás, apenas corria instintivamente, sua adrenalina transbordava até pelos olhos deixando-os molhados, parecia que chorava enquanto corria, seu medo era algo incomparável com qualquer sentimento que se poderia ter em seu cotidiano.
Tentando pensar em alguma coisa que o fizesse ter coragem e enfrentar esse problema, viu um reflexo que, para muitos passaria aos olhos, mas seus olhos em sua explosão de adrenalina enchergavam quase que nítida uma barra de ferro que parecia ser muito resistente.
Roberto a agarrou, era leve mas parecia sólida, e com seu pé direito freou com tudo e girou esse "bastão" contra o seu perseguidor que supostamente estaria atrás dele.
Acertou algo denso, mas não sentiu um choque, que deveria ser eminente. Isso o deixou um pouco desapontado.
Depois de tanto correr, teve coragem de enfrentar o perseguidor mas este não estava de fato alí.
Mas não deixava de sentir que era observado e isso o deixava muito incomodado...

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